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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Documentário no Brasil

Como bons colonizados, a elite intelectual brasileira abriu as portas, desde os primórdios, para as produções não nacionais.
Não é por acaso, que o primeiro documentário do Brasil, foi produzido por um italiano que estava a bordo de um navio e filmou a Baía da Guanabara, no Rio.
Além de subordinado à cultura estrangeira, o cinema restringiu-se ao estético por muito tempo, retratando o que era bonitinho por aqui: a fauna e a flora, os indiozinhos...tudo bem encaixado no ideal nacionalista alienante.
Claro que o Governo Federal pensou na arte engajada e tentou transportá-la para a esfera educacional, criando o INCE, Instituto Nacional do Cinema Educativo, em 1936. Coincidência foi que países como a Alemanha, Itália, França e URSS já tinham pensado nisso antes.
O INCE, não era o único órgão público preocupado com a produção de documentários. O DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda e o Serviço de Informação do Ministério da Agricultura também obtiveram destaque na sétima arte, mas é óbvio que, em plena ditadura militar, os filmes eram totalmente isentos da visão oficial.
Mas um belo dia, alguém com alguma coisa a mais na cabeça, além de uma idéia, e a vontade de fazer cinema nas mãos, decidiu não mais filmar as exóticas belezas naturais tupiniquins e começar a refletir sobre o subdesenvolvimento e as desigualdades sociais que assolavam o país.
O Cinema Novo nos anos 60 decidiu virar suas objetivas para o Brasil, e gritar para o mundo que yes, nós temos problemas, e vamos mostrá-los para, quem sabe, promover alguma transformação no status quo.
Como resposta ao grito, uma mordaça da censura ditatorial.
No suado percurso rumo a redemocratização política, houve também uma democratização de recursos técnicos com o barateamento da produção e exibição do vídeo. Contudo, essa popularização não quer dizer que criticidade e reflexão continuam sendo o foco dos filmes.
Nessas idas e vindas, o que resta aos cineastas, além de mendigar apoio governamental é o ideal de produzir cinema de qualidade.

Leonardo Pedrini e Vanessa Yee

Cine BR em movimento: O cárcere e a rua

O filme O cárcere e a Rua narra a história de três presidiárias, com destaque para Cláudia, que é mais experiente e respeitada por todas.Ela protege Daniela, uma jovem que foi acusada de ter assassinado o filho, por isso ela deve ser isolada, pois no presídio esse tipo de crime é considerado abominável, hediondo. Desde a sua chegada, as presidiárias estavam se organizando para agredi-la. Betânia está prestes a sair da prisão, assim como Cláudia, as duas conquistam o regime semi-aberto, enquanto Daniela acabou de chegar ao presídio e aguarda o seu julgamento.

Cláudia passou mais de vinte anos na prisão, e desde o momento em que foi presa, perdeu o contato com seu filho, e seu maior desejo é encontrá-lo. Ao conquistar a liberdade, ela fica bastante perdida, já que passou um longo período trancada, o seu mundo se resumia dentro de sua cela, que tornou-se a sua casa durante o tempo que ficou em regime fechado. Ela também prometeu ajudar a localizar a mãe de Daniela, que se sentiu muito triste após a sua partida. Betãnia desejava passar mais tempo na prisão, já que mantinha uma relação com sua companheira de cela, mas mudou de opinião e fugiu, em busca de uma liberdade plena. Conquistou um novo amor e retomou a sua vida.

Esse documentário busca mostrar o lado humano das pessoas que vivem encarceradas, já que são marginalizadas pela sociedade, que não se preocupa com a reabilitação desses presidiários, até mesmo por não conhecer os problemas enfrentados pela população carcerária, nem os motivos que os levaram a cometer os crimes.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007



Este blog é destinado aos alunos da turma J6M da UVV. Os interessados em obter uma boa nota, devem visitar o site cosntantemente, e executar comentários brilhantes, sob pena de prova final e/ou reprovação em caso de reincidencia. Obrigado, e tenham todos um bom semestre.


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