Documentário no Brasil
Como bons colonizados, a elite intelectual brasileira abriu as portas, desde os primórdios, para as produções não nacionais.
Não é por acaso, que o primeiro documentário do Brasil, foi produzido por um italiano que estava a bordo de um navio e filmou a Baía da Guanabara, no Rio.
Além de subordinado à cultura estrangeira, o cinema restringiu-se ao estético por muito tempo, retratando o que era bonitinho por aqui: a fauna e a flora, os indiozinhos...tudo bem encaixado no ideal nacionalista alienante.
Claro que o Governo Federal pensou na arte engajada e tentou transportá-la para a esfera educacional, criando o INCE, Instituto Nacional do Cinema Educativo, em 1936. Coincidência foi que países como a Alemanha, Itália, França e URSS já tinham pensado nisso antes.
O INCE, não era o único órgão público preocupado com a produção de documentários. O DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda e o Serviço de Informação do Ministério da Agricultura também obtiveram destaque na sétima arte, mas é óbvio que, em plena ditadura militar, os filmes eram totalmente isentos da visão oficial.
Mas um belo dia, alguém com alguma coisa a mais na cabeça, além de uma idéia, e a vontade de fazer cinema nas mãos, decidiu não mais filmar as exóticas belezas naturais tupiniquins e começar a refletir sobre o subdesenvolvimento e as desigualdades sociais que assolavam o país.
O Cinema Novo nos anos 60 decidiu virar suas objetivas para o Brasil, e gritar para o mundo que yes, nós temos problemas, e vamos mostrá-los para, quem sabe, promover alguma transformação no status quo.
Como resposta ao grito, uma mordaça da censura ditatorial.
No suado percurso rumo a redemocratização política, houve também uma democratização de recursos técnicos com o barateamento da produção e exibição do vídeo. Contudo, essa popularização não quer dizer que criticidade e reflexão continuam sendo o foco dos filmes.
Nessas idas e vindas, o que resta aos cineastas, além de mendigar apoio governamental é o ideal de produzir cinema de qualidade.
Leonardo Pedrini e Vanessa Yee
Não é por acaso, que o primeiro documentário do Brasil, foi produzido por um italiano que estava a bordo de um navio e filmou a Baía da Guanabara, no Rio.
Além de subordinado à cultura estrangeira, o cinema restringiu-se ao estético por muito tempo, retratando o que era bonitinho por aqui: a fauna e a flora, os indiozinhos...tudo bem encaixado no ideal nacionalista alienante.
Claro que o Governo Federal pensou na arte engajada e tentou transportá-la para a esfera educacional, criando o INCE, Instituto Nacional do Cinema Educativo, em 1936. Coincidência foi que países como a Alemanha, Itália, França e URSS já tinham pensado nisso antes.
O INCE, não era o único órgão público preocupado com a produção de documentários. O DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda e o Serviço de Informação do Ministério da Agricultura também obtiveram destaque na sétima arte, mas é óbvio que, em plena ditadura militar, os filmes eram totalmente isentos da visão oficial.
Mas um belo dia, alguém com alguma coisa a mais na cabeça, além de uma idéia, e a vontade de fazer cinema nas mãos, decidiu não mais filmar as exóticas belezas naturais tupiniquins e começar a refletir sobre o subdesenvolvimento e as desigualdades sociais que assolavam o país.
O Cinema Novo nos anos 60 decidiu virar suas objetivas para o Brasil, e gritar para o mundo que yes, nós temos problemas, e vamos mostrá-los para, quem sabe, promover alguma transformação no status quo.
Como resposta ao grito, uma mordaça da censura ditatorial.
No suado percurso rumo a redemocratização política, houve também uma democratização de recursos técnicos com o barateamento da produção e exibição do vídeo. Contudo, essa popularização não quer dizer que criticidade e reflexão continuam sendo o foco dos filmes.
Nessas idas e vindas, o que resta aos cineastas, além de mendigar apoio governamental é o ideal de produzir cinema de qualidade.
Leonardo Pedrini e Vanessa Yee

9 Comentários:
E aê galera! Parabéns! pelo blog!
Abraços
Vitor Cei
http://subindonocaixote.wordpress.com
Por
Vitor Cei, Às
6 de setembro de 2007 às 05:32
E ai gente. Parabéns pelo blog, o trabalho de vcs estão interessantes. Os textos são fantásticos.
Por
Trocando Idéias, Às
6 de setembro de 2007 às 05:44
Pessoass...parabéns pelo blog!!
*Ravane Denadai
*Raphael Marques
Por
Ravane De Nadai, Às
6 de setembro de 2007 às 05:47
OI Galera,
Parabéns pelo trabalho!!!!
Juntos poderemos mudar o mundo!!!!
Beijos Aline Goltara e Gizele Simon:)
Por
Aline, Às
6 de setembro de 2007 às 05:48
As pessoas normalmente buscam os filmes de ficção, em busca de fantasias, de umar ealidade que não seja tão cura quanto a que enfrentam. Algo que tenham certeza que idependente da morte do mocinho, o final vai ser feliz, o bandido vai pagar pelos erros. É como uma válvula de escape. OS documentários tem um compromisso com o real, o que pode incomodar.
Por
Guga, Às
6 de setembro de 2007 às 05:54
Galeraaaa!!1 bao sorte!!!
bjoss
Por
Rubia Scopel, Às
6 de setembro de 2007 às 05:58
E aí pessoal da manutenção!!! Gostei muito dos textos de vocês, principalmente quando analisam a dificuldade de produzir documentários no ES. O governo deveria mesmo dar mais valor ao trabalho local, e isso não deveria nem ser mendigado, né?
Parabéns!
Letícia Freire.
Por
Letícia Passos, Às
6 de setembro de 2007 às 05:59
Boas matérias ;)
parabéns
Bruna
Por
De Última Hora, Às
6 de setembro de 2007 às 06:10
Ólá Pessoal,
O Blog de vocês está sensacional!!
Parabéns!
Fabiano Rossi
Por
Fabiano Rossi, Às
6 de setembro de 2007 às 06:14
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