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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Jovens, universitários e empreendedores

por Aline Rangel e Débora Reis

O desejo de obter uma renda de forma autônoma, sem precisar possuir vínculo empregatício em alguma empresa, tem levado várias pessoas, principalmente jovens, a investir no campo empresarial, tornando-se empreendedores. No meio universitário, podemos encontrar alguns exemplos de estudantes que conciliam o estudo com a gestão empresarial.

O universitário Anderson Rocha, 23 anos, estudante do 1º período de Direito, possui duas empresas – Fazenda Aliança e Hvel veículos. A maior dificuldade enfrentada por ele é conciliar o curso com o gerenciamento das empresas, já que dispõe de um tempo menor, desde que iniciou a faculdade. Anderson decidiu montar seu próprio negócio, pois desejava obter uma renda própria, já que não havia conseguido emprego na área de Biologia, a primeira graduação concluída por ele, que relata se sentir realizado com o desenvolvimento de suas atividades e, para manter o bom funcionamento das empresas, busca atender os clientes da melhor forma possível, com objetivo de manter um bom relacionamento.

Segundo Gustavo Machado, 22 anos, empresário do ramo de indústria alimentícia e universitário, que gerencia há dois anos os negócios da família, a principal razão de ter optado pelo próprio negócio é não precisar ficar preso ao patrão e poder organizar seus horários de forma independente. Outro ponto positivo apontado pelo jovem é poder dar continuidade ao trabalho do pai, o iniciador do negócio da família. Para ele, poder contar com a satisfação do cliente, ver suas lojas crescendo e funcionando bem lhe traz muita satisfação, por isso, no momento, não pretende abandonar seu ramo para trabalhar na área jurídica, quando concluir seu curso superior em Direito. Apesar de todas as vantagens, a vida de quem enfrenta esta dupla jornada é muito cansativa. “Trabalho das oito às dezoito horas e quase não tenho tempo para os estudos”, afirma.

A expansão do setor empresarial no Estado, além de estimular a abertura de novas empresas, incentivou a participação de jovens empresários no mercado, formando novas lideranças. Isso têm despertado o interesse das associações comerciais, que estão criando organizações para atender os interesses específicos do empresariado jovem, como a Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem Capixaba.

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